segunda-feira, 11 de maio de 2015


PRIMEIRA COMUNHÃO NA PARÓQUIA DE SINES
MISSA, MISSÃO, MARIA

Encontramo-nos em Maio, mês de Maria, e neste Domingo, dia 10, na Missa das 11h00, vinte e duas crianças da nossa Catequese, incluindo uma senhora já adulta, a Mariana Frade, fizeram a sua Primeira Comunhão. Ao reflectir sobre tão significativo acontecimento, comungar o Corpo do Senhor Jesus pela primeira vez, lembrei-me que a relação entre Missa, Missão e Maria é muito mais profunda e vai para além do simples facto de todas estas palavras terem a mesma inicial.
A Missa é o centro da vida do cristão e todos os demais sacramentos para ela se orientam e dela partem. A Missa é Jesus Cristo que se oferece, no seu Corpo e Sangue, como alimento, como vida. Por isso, é na Missa, enquanto celebração da Páscoa de Jesus, que ganha mais força a palavra que o Senhor nos dirigiu neste VI Domingo do Tempo Pascal: «Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos amigos».


Cada discípulo do Senhor Jesus, aquele de que d’Ele se alimenta, é chamado a seguir o Mestre: a dar a vida, a entregar a vida. Maria, mãe e modelo de todo o discípulo, também deu toda a sua vida ao Senhor. E começou logo quando acolheu Jesus no seu seio e depois o deu à luz. Comungar o Senhor Jesus, acolher o Senhor Jesus no coração, como Maria, significa, como ela, dizer ‘sim’, acolhê-l’O, gerá-l’O, anunciá-l’O e entregá-l’O aos outros que não O conhecem ou que até O conhecem, mas que por alguma razão se afastaram d’Ele. Ora, a Missa conduz-nos à Missão, a anunciar Jesus Cristo, a dar Jesus Cristo, como o fez e continua a fazer Maria. Comungamos o Senhor para que Ele viva e se torne presente nossa vida, para que deste modo sejamos, como Maria, discípulos-missionários.
O nosso Pároco, padre Pereira, na sua homilia disse a todos os que estavam presentes, de modo particular aos que iam comungar pela primeira vez, que tal como esta, que as próximas comunhões nunca sejam com o coração sujo, mas limpo. Dirigiu também uma merecida palavra aos Catequistas da Paróquia que, como Maria, ajudaram estas crianças a conhecer Jesus, as preparam para O receber pela primeira vez e que com o seu trabalho, o seu esforço e dedicação colaboram na única missão da Igreja de anunciar Jesus às crianças da nossa cidade e também aos seus pais, contando com a colaboração destes pequenos missionários que em casa não deixam de falar de Jesus.
A igreja estava cheia, as crianças felizes, os pais comovidos e “orgulhosos” dos seus meninos e meninas que ainda se consagraram a Nossa Senhora e depositaram aos pés da sua imagem uma rosa por cada um, o que traz à lembrança o Rosário que ainda algumas famílias rezam em comum. De coração cheio, todos, uma voz, cantámos: «Quero ser como tu, como tu, Maria, como tu, um dia… quero dizer meu ‘sim’». Com todos estes gestos fica ainda mais clara esta relação entre a Missa, a Missão e Maria. Não é por acaso que há alguns anos atrás, como me confidenciou há alguns dias uma senhora em Porto Covo, a lembrança que as crianças recebiam no dia da sua Primeira Comunhão, tal como ela recebeu e pelo qual ainda reza, era um pequeno terço de cor branca. Como seria bom recuperarmos esta tradição tão cristã, pois ela espelha bem a relação entre Missa, Missão e Maria.

Depois da bênção final foi ainda entregue uma bonita lembrança da primeira comunhão aos pequeninos e tirada uma fotografia para relembrar tão bela celebração.
Pedimos ao Senhor Jesus, por intercessão Nossa Senhora de Fátima e dos beatos Francisco e Jacinta, por todos aqueles que neste mês de Maria fizeram a sua Primeira Comunhão, pelos seus pais e pelos seus catequistas.
A ecoar fica aquela palavra do Senhor Jesus: «Não fostes vós que Me escolhestes, fui Eu que vos escolhi e vos destinei para vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça».

Luís Marques