quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ordenações

Neste 1 de Maio, dia litúrgico de São José Operário, padroeiro da diocese de Beja, o senhor bispo de Beja, D. António Vitalino Dantas, no Seminário Diocesano de Nª Srª de Fátima, ordenou um presbítero (sacerdote) e cinco diáconos permanentes, sendo dois desta paróquia de Sines: o Joaquim Simão e o Joel Gonçalves.
É motivo de júbilo para toda a diocese e para Sines: a Igreja, povo de Deus, cresce com novos servidores deste povo. Parabéns aos novos diáconos, suas famílias e povo que os apoiou na caminhada!

Muitos PARABÉNS!








sexta-feira, 27 de abril de 2012

Para informação sobre a Primeira Comunhão, 
ver Catequese Infantil.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Horário da Semana santa

     
                 2ª feira -18:30 - Missa
21:00 horas - Celebração Penitencial (Confissões)

  3ª feira-11:00 h - Missa
  4ª feira- Não há Missa, porque todos os sacerdotes da
                         diocese celebrarão em Beja.
   
Quinta-feira santa
19.00 horas  - Missa da Última Ceia

Sexta-feira santa
10:30 horas - oração de Laudes
16:00 horas - Via Sacra
 19:00 horas-  Celebração da Paixão do Senhor,
              com adoração da Cruz e comunhão.

Sábado santo
10:30  horas - oração de Laudes

        Vigília Pascal - 22:00 horas
        Páscoa (dia) - 11:00 horas
                                             (Não há Missa, às 9:30 h)

        Porto Covo – 19:00 horas

sábado, 24 de março de 2012

Beja: Concerto de abertura do festival Terras sem Sombra «resgata do silêncio» templo emblemático de Sines

Igreja Matriz de São Salvador de Sines
Beja, 24 Mar 2012 (Ecclesia) – A igreja matriz de Sines, monumento religioso de “referência” daquela região da Diocese de Beja, acolhe hoje o concerto de abertura do festival de música sacra Terras Sem Sombra.

Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o Departamento do Património Histórico e Artístico (DPHA) da Diocese de Beja, responsável pela organização do certame, destaca a relevância histórica e religiosa do monumento e a sua importância para a música, já que “possui uma acústica notável”.

“Resgatadas do silêncio, as velhas igrejas alentejanas são, pelo espírito de lugar, pelos valores arquitectónicos e artísticos e pelas condições acústicas, espaços privilegiados para uma iniciativa com este perfil, que une o passado e o presente”, salienta o organismo diocesano.

A inauguração do festival, que aposta na divulgação e preservação do património cultural e ambiental da região, vai estar a cargo de “um dos mais destacados maestros europeus da actualidade”, o italiano Giovanni Andreoli.

Acompanhado pela soprano María Bayo, a mezzosoprano María José Montiel, o tenor Alexandre Guerrero e o barítono Damián del Castillo, o “regista” italiano vai interpretar uma das óperas mais importantes do compositor Gioachino Rossini (1792-1868), a “Pequena Missa Solene”, escrita em 1863.

O concerto, marcado para as 21h30, terá também a participação do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, dos pianistas Marta Zabaleta e Miguel Borges Coelho, enquanto Kodo Yamagishi será responsável pela interpretação ao harmónio.
Para o director artístico do festival, Paolo Pinamonti, o evento “constitui um arranque à altura das expectativas do programa delineado”, uma vez que permitirá “mostrar o papel do canto no universo da música religiosa, desde a polifonia do Renascimento até à vanguarda actual”.

Depois do lançamento do cartaz artístico do Terras Sem Sombra 2012, para dia 25 está reservado o início da componente ambiental do projecto, através de uma acção intitulada “Um Litoral para todos”, que “incidirá na diversidade de organismos e habitats da faixa costeira portuguesa, abrangendo também a componente geológica”.

Segundo o comunicado do DPHA, a iniciativa será orientada pelo professor Mário Ruivo, figura pioneira dos estudos oceanográficos em Portugal e que tem defendido “a gestão sustentável dos recursos marinhos”, tanto ao nível da “conservação” como da sua “rentabilidade económica”.

Para o investigador, é preciso também olhar para a “protecção da flora autóctone da faixa costeira alentejana”, classificando-a como “um ponto quente da diversidade biológica na Europa ocidental”.

Neste âmbito, a Diocese de Beja vai contar com a colaboração do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, do Laboratório de Ciências do Mar da Universidade de Évora e do Município de Sines, localidade do Distrito de Setúbal.

JCP

sexta-feira, 2 de março de 2012

Faleceu D. Manuel Falcão

Faleceu D. Manuel Falcão 

Na Casa Episcopal, onde vivia, com o seu sucessor, faleceu  a 21 de Fevereiro.

D. Manuel Franco da Costa de Oliveira Falcão nasceu a 1o de Novembro de 1922 em Lisboa. Era filho de Manuel da Costa Falcão e Maria Felismina Franco Falcão, católicos convictos, transmitindo a sua fé aos filhos por testemunho de vida e educação. Era o primeiro de oito filhos. Fez uma parte dos seus es­tudos secundários no Colégio das Caldinhas, S. Tirso, da Companhia de Jesus. De 1939 a 1945,frequen­tou e concluiu o Curso de Enge­nharia Mecânica no Instituto Su­perior Técnico. Foi vicentino, mili­tante da JUC e cofundador do Cen­tro de Acção Social Universitária (CASU). Entrou no Seminário em 1945. Foi ordenado presbítero pelo Cardeal Patriarca de Lisboa D. Manuel Cerejeira. Foi professor e prefeito no Seminário dos Olivais. Teve acção relevante na promoção dos estudos de sociografia religio­sa, na criação e lançamento do Se­cretariado das Novas Igrejas do Patriarcado; criação do Secretaria­do de Informação Religiosa; na co­laboração habitual na Voz da Verdade e no jornal Novidades e em revistas da Acção Católica. Proce­deu ao primeiro recenseamento da prática dominical no Patriarcado (1955). Na qualidade de secretário particular, acompanhou o Cardea1 Patriarca a inauguração de Brasília (196o). Foi eleito cónego da Sé a 24 de Março de 1962.


Paulo VI chamou-o ao episcopado em 6 de Dezembro de 1966, como Bispo de Telepte e Auxiliar de Lisboa. A sua ordenação epis­copal teve lugar a 22 de Janeiro de 1967. Foi secretário da Conferência Episcopal Portuguesa e delegado da Conferência no Conselho das Con­ferências Episcopais da Europa (CCEE). A ele se deve, como mem­bro da Comissão Episcopal de Pas­toral, da organização das semanas de anualização pastoral à luz do Vaticano II para o clero de todo o país, bem como, já como Bispo de Beja, a realização e o apuramento do I Recenseamento da. Prática Dominical em todas as dioceses de Portugal (1977).


Foi nomeado Bispo coadjutor de Beja, por Paulo VI, em 1974, passando a Bispo residencial em 198o, sucedendo Arcebispo-Bis­po D. Manuel dos Santos Rocha. A entrada solene na Se de Beja teve lugar no dia 1 de Outubro. Acompa­nhou sempre as reuniões arciprestais do clero; dotou de estatutos os Conselhos Presbiteral e Pas­toral; instituiu o Fundo Comum do Clero; e, sobretudo para os sacer­dotes idosos ou doentes, promo­veu a construção da Residência PAX do Clero de Beja. Em 1995, ordenou os quatro primeiros diáconos permanentes da diocese. Re­modelou o Seminário. Impulsio­nou a pastoral das vocações. Dedi­cou especial atenção à vida religi­osa. Instituiu a Semana dos Consa­grados. Definiu a situação canóni­co-jurídica de mais de trinta instituições de solidariedade social da Igreja, redigindo os estatutos de varias delas. Criou em 1984 o De­partamento do Património Históri­co e Artístico da Diocese. Erigiu canonicamente o Coro do Carmo, o Museu de Arte Sacra de Santiago do Cacem e o Tesouro da Basílica Real de Castro Verde. Formalizou, a 2 de Fevereiro de 1997, nos termos do Direito Canónico, o pedido de resignação. Esta foi-lhe concedida no dia 25 de Janeiro de 1999, suce­dendo-lhe D. António Vitalino Fer­nandes Dantas. (AlC).

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ACTUALIZAÇÃO DO CLERO DO SUL

O clero das dioceses do Sul - Évora, Beja e Algarve - esteve reunido, de 23 a 26 deste mês de Janeiro de 2012, no Hotel Vila Galé de S.ta Vitória, junto a Beja, em actualização teológico-pastoral, sob o tema Doutrina Social da Igreja: perspectivas actuais.

A actualização, promovida anualmente e da responsabilidade do Instituto Superior de Teologia de Évora, decorreu com a colaboração de peritos nos diversos temas:

1."Olhares sobre a realidade portuguesa e a responsabilidade social", pelo Prof. Alfredo Bruto da Costa.

2. "Os princípios da Doutrina Social da igreja, na perspectiva da liberdade", pelo Prof. Martín Carbajo Nuñes, de Roma.

3. "Configuração da comunidade internacional (mundial) segundo a Doutrina Social da Igreja", pelo Prof. Marciano Vidal, de Madrid e Roma.

4. " O trabalho humano na lógica cristã do dom", pelo Prof. Martín Carbajo Nuñes, de Roma.

5. "Implicações éticas e jurídicas no âmbito da comunidade mundial. Aplicação à actual crise financeira", pelo Prof. Marciano Vidal, de Madrid e Roma.

6. "Economia e comunicação à luz da Encíclica Caritas in Veritate", pelo Prof. Martín Carbajo Nuñes, de Roma.

7. "Doutrina Social da Igreja na teologia e na vida da Igreja", pelo Prof. Marciano Vidal, de Madrid e Roma.

8. "Razão e Ciências Sociais e Humanas na DSI, por Hermínio Rico, SJ.

9. Painel: "Olhares sobre a DSI e a realidade portuguesa", por João Proença, UGT, e José Roquete, AGEGE.

10. Painel:"A DSI e a sua actualidade e utilidade na acção pastoral da Igreja, por representante da Fundação Eugénio de Almeida (Évora), José Quirino, leigo de Beja, e Domingos Monteiro da Costa, SJ, do Algarve.

No final, foram apresentadas as conclusões, que são inquietações dos participantes e das 3 dioceses.

Conclusões/Inquietações

Os Sacerdotes das Dioceses de Évora, Beja e Algarve, com os seus Bispos, reunidos no Hotel Vila Galé, Clube de Campo, em Santa Vitória, nas Jornadas de Actualização do Clero, promovidas pelo Instituto Superior de Teologia de Évora, nos dias 23 a 26 de Janeiro de 2012, subordinadas ao Tema: Doutrina Social da Igreja, perspectivas actuais, partilham as seguintes inquietações:

1. Começámos por olhar para a nossa realidade e para os grandes problemas que Portugal enfrenta: o deficit orçamental público, a dívida externa pública e privada e o desequilíbrio na balança comercial. As respostas que estão a ser dadas, e que derivam da conjuntura externa e interna, têm implicações éticas que colidem muitas vezes com alguns princípios da Doutrina Social da Igreja (DSI), uma doutrina ausente ou muito diluída até na nossa própria actividade pastoral. Sentimos, por isso, a necessidade de recordar e actualizar os seus princípios fundamentais.

2. A defesa e promoção destes princípios, a saber, dignidade da pessoa humana, bem comum, solidariedade e subsidiariedade, permitirão à Igreja cumprir com mais eficácia a sua missão evangelizadora e ao mesmo tempo e contribuir para ajudar a tornar o nosso mundo uma casa mais habitável. Nesta perspectiva, a DSI é um serviço da Igreja à humanidade e não um jogo de poder.

3. O trabalho, chave essencial da questão social, permite ao homem expressar a sua dignidade e afirmar a sua identidade, realizando-se como pessoa. Na visão cristã não pode ser entendido na lógica apenas da eficácia, mas sim do dom, aberto à transcendência.

4. A Encíclica Caritas in Veritate afirma a necessidade de voltar a unir eficácia e solidariedade, bens materiais e relação entre as pessoas, capital económico e capital social. O grande desafio é integrar harmoniosamente competência e cooperação num sistema económico que seja, ao mesmo tempo, justo e eficaz, que favoreça a criatividade, mas não nos faça esquecer que somos irmãos.

5. A Igreja não propõe soluções técnicas para os problemas que afectam o homem e o nosso mundo, Contudo, como é “perita em humanidade” ela pode ajudar à mundialização da ética e à humanização das nossas sociedades e estruturas. É neste contexto que se enquadram questões como o bem comum mundial, a justiça global e a solidariedade. Será desejável, para o efeito, a existência de uma autoridade mundial com legitimidade para propor e garantir a aplicação de um direito mundial, ao qual deve estar subjacente também uma ética mundial.

6. A Doutrina Social da Igreja, enquanto discurso da fé sobre o social, deve ser incorporada na Teologia e na vida da Igreja, seguindo uma epistemologia interdisciplinar e uma metodologia indutiva e dedutiva, na medida em que o cristão é simultaneamente cidadão das duas cidades, “a terrena e a celeste”.

7. Olhando para o mundo e para o país em que vivemos, forçoso é assumir com realismo a crise nas suas diversas manifestações. A sua superação exige diálogo, responsabilidade e compromisso de todas as forças vivas da sociedade.

8. À Igreja é pedido que seja ousada no anúncio da sua mensagem, voz de esperança que vença o pessimismo reinante e entorpecedor, humilde no serviço desinteressado ao homem, sobretudo ao mais pobre e fragilizado.

O Prof. Martín Carbajo Nuñes deu-nos o prazer de vir visitar Sines e presidir à Eucaristia de 26 do corrente.
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