Admirem!
sexta-feira, 12 de junho de 2015
terça-feira, 9 de junho de 2015
ATENÇÃO CRISMANDOS E PADRINHOS
DATAS A RETER EM JUNHO:
Dia 17 (Quarta-feira) – Encontro com o senhor Bispo,
às 18h00, na Igreja.
às 18h00, na Igreja.
Nota: Os padrinhos que possam devem estar presentes.
Dia 20 (Sábado) – Confissões, às 11h00, na Igreja.
Nota: As confissões são para os crismandos, padrinhos e todos os que se desejem confessar.
Dia 21 (Domingo) – Eucaristia e celebração do Crisma, às11h00
Nota: Os crismandos e os padrinhos devem estar obrigatoriamente na Igreja, às 10h25.
De família judia da esquerda radical, ele era ateu, niilista, comunista e só queria atacar a Igreja. Hoje, o professor francês Fabrice Hadjadj é um dos mais renomados pensadores católicos do mundo, depois de ter atravessado um longo processo de conversão.
“Minha família era judia e de extrema esquerda e eu cresci com o espírito de revolta”, conta Hadjadj, que desenvolveu um ateísmo marcado pelo anarquismo. A leitura de Nietzsche o levou ainda ao niilismo, aumentando nele a “violência anticristã”.
“Um dia, um amigo meu publicou um livro de aforismos, em que cada um vinha precedido por uma citação bíblica”. Fabrice Hadjadj viu nisto mais uma oportunidade de ridicularizar Deus. “Eu queria ler a Bíblia para rir. Tinha encontrado um procedimento mordaz para ridicularizar as Escrituras. O problema era que, para caçoar bem da Bíblia, eu tinha que lê-la”.
Isaías e Jó“Comecei com a leitura de Isaías e de Jó. O choque! Que sopro mais incrível! Mais tarde, reli os Evangelhos. Quanta simplicidade unida a tanta profundidade! A palavra de Jesus não era uma palavra como qualquer outra: era a palavra em carne e osso e em espírito. Eu tinha querido me desviar da Escritura, e ela me devolveu ao caminho”.
A doença do pai“Alguns meses mais tarde, o meu pai ficou doente. Eu não sabia o que fazer para ajudar. Corri à igreja de São Severino, perto da minha casa em Paris. Era a igreja em que eu tinha caçoado dos fiéis uns dias antes. Então orei e foi uma revelação. Não era uma grande luz, era uma voz descendo do céu. Eu estava em paz e a paz me mostrou que a oração é a essência da palavra, o próprio lugar do homem”.
O julgamento de um nazista“Outro sinal de Deus em minha vida foi o julgamento de Paul Touvier”, um colaborador nazista condenado por crimes contra a humanidade por ordenar o fuzilamento de sete judeus em 1944. “Assisti porque um amigo meu era advogado no julgamento. Naquela tarde, em sua casa, este jovem se perguntava se teria sido melhor do que aquele homem. De repente, eu descobri a minha miséria interior e pensei em Cristo como um Inocente, um absoluto Inocente que veio para me redimir, com toda a humanidade manchada pelo mal, para me salvar com todos, vítimas e verdugos”.
Cinco anos mais tarde, “fui batizado na Abadia de Solesmes”. Soube, anos mais tarde, que aquele foi precisamente o lugar em que o condenado no julgamento tinha se escondido durante meses.
Professor, pai de família e defensor da vidaApós descobrir a fé, a vida de Fabrice Hadjadj mudou completamente. Ele não queria ter filhos. Agora tem seis. Através da sua coluna no jornal "Le Figaro", ele tem sido um dos intelectuais que mais questionam a equiparação entre a união homossexual e o casamento, bem como as consequências da adoção de crianças por parte de casais homossexuais.
O demônio e o mundo de hojeUm de seus livros mais importantes trata do "príncipe deste mundo". Hadjadj observa que “é preciso entender que o ateísmo e o liberalismo não são as piores dores de cabeça, já que o diabo não é ateu. Sabendo exatamente a verdade, ele nos leva ao erro dando-lhe um aspecto atrativo; utiliza a nossa energia para lutar contra um erro fazendo-nos cair no erro oposto”.
Fé, coerência e razãoOs cristãos devem ter cuidado com a “fé desencarnada, em que alguém se dedica a ‘organizações benéficas imaginárias’ e se esquece de amar o próximo em casa ou na própria cama”.
"Hoje em dia está na moda dizer ‘sou ateu’, ‘sou homossexual’, etc… Ninguém diz ‘sou homem’. O importante, para o crente, é compreender que, diante dele, há sempre um homem, alguém que está, como eu, exposto ao pecado e à morte e que talvez seja um pouco menos consciente do Mistério".
Conversão e vivência do presente“Não gosto de ser anedótico e retrospectivo. A conversão é um ponto de partida, não de chegada. É como um nascimento. Mas não se pode perguntar aos convertidos unicamente por aquilo que sucedeu no momento do parto. Eu me pergunto sempre sobre o meu batismo, que foi algo extraordinário. Mas me perguntam menos pelo meu matrimônio, que, no entanto, é o cumprimento do meu batismo. Eu poderia escrever milhares de páginas sobre a minha conversão. Mas seria prisioneiro de algo que pertence ao passado. Devo sempre poder dizer que, se sou cristão, é também graças a ela, que está ao meu lado. O que fundamenta a fé é principalmente o assombro diante daquilo que me rodeia”.
(Do blog Modéstia Masculina)
“Minha família era judia e de extrema esquerda e eu cresci com o espírito de revolta”, conta Hadjadj, que desenvolveu um ateísmo marcado pelo anarquismo. A leitura de Nietzsche o levou ainda ao niilismo, aumentando nele a “violência anticristã”.
“Um dia, um amigo meu publicou um livro de aforismos, em que cada um vinha precedido por uma citação bíblica”. Fabrice Hadjadj viu nisto mais uma oportunidade de ridicularizar Deus. “Eu queria ler a Bíblia para rir. Tinha encontrado um procedimento mordaz para ridicularizar as Escrituras. O problema era que, para caçoar bem da Bíblia, eu tinha que lê-la”.
Isaías e Jó“Comecei com a leitura de Isaías e de Jó. O choque! Que sopro mais incrível! Mais tarde, reli os Evangelhos. Quanta simplicidade unida a tanta profundidade! A palavra de Jesus não era uma palavra como qualquer outra: era a palavra em carne e osso e em espírito. Eu tinha querido me desviar da Escritura, e ela me devolveu ao caminho”.
A doença do pai“Alguns meses mais tarde, o meu pai ficou doente. Eu não sabia o que fazer para ajudar. Corri à igreja de São Severino, perto da minha casa em Paris. Era a igreja em que eu tinha caçoado dos fiéis uns dias antes. Então orei e foi uma revelação. Não era uma grande luz, era uma voz descendo do céu. Eu estava em paz e a paz me mostrou que a oração é a essência da palavra, o próprio lugar do homem”.
O julgamento de um nazista“Outro sinal de Deus em minha vida foi o julgamento de Paul Touvier”, um colaborador nazista condenado por crimes contra a humanidade por ordenar o fuzilamento de sete judeus em 1944. “Assisti porque um amigo meu era advogado no julgamento. Naquela tarde, em sua casa, este jovem se perguntava se teria sido melhor do que aquele homem. De repente, eu descobri a minha miséria interior e pensei em Cristo como um Inocente, um absoluto Inocente que veio para me redimir, com toda a humanidade manchada pelo mal, para me salvar com todos, vítimas e verdugos”.
Cinco anos mais tarde, “fui batizado na Abadia de Solesmes”. Soube, anos mais tarde, que aquele foi precisamente o lugar em que o condenado no julgamento tinha se escondido durante meses.
Professor, pai de família e defensor da vidaApós descobrir a fé, a vida de Fabrice Hadjadj mudou completamente. Ele não queria ter filhos. Agora tem seis. Através da sua coluna no jornal "Le Figaro", ele tem sido um dos intelectuais que mais questionam a equiparação entre a união homossexual e o casamento, bem como as consequências da adoção de crianças por parte de casais homossexuais.
O demônio e o mundo de hojeUm de seus livros mais importantes trata do "príncipe deste mundo". Hadjadj observa que “é preciso entender que o ateísmo e o liberalismo não são as piores dores de cabeça, já que o diabo não é ateu. Sabendo exatamente a verdade, ele nos leva ao erro dando-lhe um aspecto atrativo; utiliza a nossa energia para lutar contra um erro fazendo-nos cair no erro oposto”.
Fé, coerência e razãoOs cristãos devem ter cuidado com a “fé desencarnada, em que alguém se dedica a ‘organizações benéficas imaginárias’ e se esquece de amar o próximo em casa ou na própria cama”.
"Hoje em dia está na moda dizer ‘sou ateu’, ‘sou homossexual’, etc… Ninguém diz ‘sou homem’. O importante, para o crente, é compreender que, diante dele, há sempre um homem, alguém que está, como eu, exposto ao pecado e à morte e que talvez seja um pouco menos consciente do Mistério".
Conversão e vivência do presente“Não gosto de ser anedótico e retrospectivo. A conversão é um ponto de partida, não de chegada. É como um nascimento. Mas não se pode perguntar aos convertidos unicamente por aquilo que sucedeu no momento do parto. Eu me pergunto sempre sobre o meu batismo, que foi algo extraordinário. Mas me perguntam menos pelo meu matrimônio, que, no entanto, é o cumprimento do meu batismo. Eu poderia escrever milhares de páginas sobre a minha conversão. Mas seria prisioneiro de algo que pertence ao passado. Devo sempre poder dizer que, se sou cristão, é também graças a ela, que está ao meu lado. O que fundamenta a fé é principalmente o assombro diante daquilo que me rodeia”.
(Do blog Modéstia Masculina)
domingo, 17 de maio de 2015
MENSAGEM
A mensagem de Páscoa do Primeiro-ministro britânico, David Cameron, é corajosa e frontal. Poucos governantes, dos países ditos cristãos, sobretudo desta Europa ocidental, teriam a coragem de fazer uma mensagem destas. Merece aplauso e divulga-se.
MENSAGEM DE PÁSCOA
A Páscoa é tempo de os cristãos celebrarem o derradeiro triunfo da vida sobre A morte na ressurreição de Jesus. É para todos nós tempo de refletir sobre as Funções que o cristianismo tem na nossa vida nacional. A Igreja não é somente um conjunto de belos edifícios antigos; é uma força viva e ativa, fazendo ótimos trabalhos por todo o Pais. Quando as pessoas estão sem abrigo, a Igreja esta lá com comida quente e um abrigo; quando as pessoas estão dependentes do vício ou morrendo; quando sofrem ou estão em luto, a Igreja está lá. Eu sei que nos períodos mais difíceis da minha vida, a benevolência da Igreja pode ser um grande conforto. Por toda a Grã-Bretanha os cristãos não somente falam em amar o próximo; eles vivem isso, em escolas cristãs, nas prisões e nos grupos comunitários. E é por estas razões que devíamos sentir orgulho em dizer: "Este e um Pais cristão". Sim, somos uma nação que acolhe e abraça toda e qualquer fé, mas ainda somos um pais cristão. É por isso que o Governo a que presido tem feito coisas importantes, desde investir dezenas de milhões de libras em restaurar Igrejas e catedrais, a fazer passar uma lei que reafirma o direito de os munícipes rezarem na sua Câmara Municipal. E como Pais cristão, as nossas responsabilidades não terminam aí. Temos o dever de falar claramente sobre a perseguição aos cristãos, no mundo inteiro. É realmente chocante que, em 2015, ainda existam cristãos que são ameaçados, torturados e mortos por causa da sua fé. Do Egito à Nigéria, da Líbia à Coreia do Norte. Por todo o Médio Oriente, os cristãos têm sido expulsos das suas casas, forçados a fugir de aldeia em aldeia, muitos deles forçados a renunciar à sua fé ou brutalmente assassinados. A todos esses fantásticos cristãos, no Iraque e na Síria, que praticam a sua fé ou a compartilham com os outros, devemos dizer: “Estamos convosco. Estamos do vosso lado". Este Governo pôs estas palavras em acção, quer recolhendo ajuda humanitária, quer fundando organizações de reconciliação no Iraque. E nos próximos meses temos de continuar a falar a uma só voz em favor da liberdade religiosa. Então, nesta Páscoa, devemos recordar todos esses cristãos que sofrem a perseguição lá fora e agradecer por todos aqueles que, neste Pais, marcam a diferença fazendo o bem. Pessoalmente quero desejar-lhe a si e à sua família uma Páscoa muito feliz.
(BOA NOVA)
“DEVÍAMOS SENTIR ORGULHO EM DIZER ESTE É UM PAÍS CRISTÃO
Texto: David Cameron
Foto: EPA/LusaA mensagem de Páscoa do Primeiro-ministro britânico, David Cameron, é corajosa e frontal. Poucos governantes, dos países ditos cristãos, sobretudo desta Europa ocidental, teriam a coragem de fazer uma mensagem destas. Merece aplauso e divulga-se.
MENSAGEM DE PÁSCOA
A Páscoa é tempo de os cristãos celebrarem o derradeiro triunfo da vida sobre A morte na ressurreição de Jesus. É para todos nós tempo de refletir sobre as Funções que o cristianismo tem na nossa vida nacional. A Igreja não é somente um conjunto de belos edifícios antigos; é uma força viva e ativa, fazendo ótimos trabalhos por todo o Pais. Quando as pessoas estão sem abrigo, a Igreja esta lá com comida quente e um abrigo; quando as pessoas estão dependentes do vício ou morrendo; quando sofrem ou estão em luto, a Igreja está lá. Eu sei que nos períodos mais difíceis da minha vida, a benevolência da Igreja pode ser um grande conforto. Por toda a Grã-Bretanha os cristãos não somente falam em amar o próximo; eles vivem isso, em escolas cristãs, nas prisões e nos grupos comunitários. E é por estas razões que devíamos sentir orgulho em dizer: "Este e um Pais cristão". Sim, somos uma nação que acolhe e abraça toda e qualquer fé, mas ainda somos um pais cristão. É por isso que o Governo a que presido tem feito coisas importantes, desde investir dezenas de milhões de libras em restaurar Igrejas e catedrais, a fazer passar uma lei que reafirma o direito de os munícipes rezarem na sua Câmara Municipal. E como Pais cristão, as nossas responsabilidades não terminam aí. Temos o dever de falar claramente sobre a perseguição aos cristãos, no mundo inteiro. É realmente chocante que, em 2015, ainda existam cristãos que são ameaçados, torturados e mortos por causa da sua fé. Do Egito à Nigéria, da Líbia à Coreia do Norte. Por todo o Médio Oriente, os cristãos têm sido expulsos das suas casas, forçados a fugir de aldeia em aldeia, muitos deles forçados a renunciar à sua fé ou brutalmente assassinados. A todos esses fantásticos cristãos, no Iraque e na Síria, que praticam a sua fé ou a compartilham com os outros, devemos dizer: “Estamos convosco. Estamos do vosso lado". Este Governo pôs estas palavras em acção, quer recolhendo ajuda humanitária, quer fundando organizações de reconciliação no Iraque. E nos próximos meses temos de continuar a falar a uma só voz em favor da liberdade religiosa. Então, nesta Páscoa, devemos recordar todos esses cristãos que sofrem a perseguição lá fora e agradecer por todos aqueles que, neste Pais, marcam a diferença fazendo o bem. Pessoalmente quero desejar-lhe a si e à sua família uma Páscoa muito feliz.
(BOA NOVA)
terça-feira, 12 de maio de 2015
VISITA DA IMAGEM PEREGRINA ÀS DIOCESES DE PORTUGAL
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De maio de 2015 a maio
de 2016, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora passará por todas as
dioceses de Portugal, numa grande peregrinação festiva, que pretende
assinalar o Centenário das Aparições.
Entendemos que esta
celebração do Centenário é um “tempo favorável”, que o Senhor nos
concede viver, para revitalizar a nossa vivência de fé, uma vez que não
pretende assinalar simplesmente uma efeméride histórica, mas tornar-se
veículo de evangelização e caminho para a conversão e para o encontro
com Cristo, por meio de Maria. É neste contexto que surge esta
iniciativa da peregrinação da imagem de Nossa Senhora de Fátima pelas
dioceses portuguesas. A proposta foi apresentada genericamente ao
Plenário da Conferência Episcopal Portuguesa e acolhida com entusiasmo
pelos Bispos portugueses, que viram nela uma oportunidade para divulgar e
re-avivar a consciência da riqueza e atualidade da mensagem de Fátima e
para sensibilizar as comunidades para a importante celebração do
Centenário das Aparições.
Com esta iniciativa,
pretendemos envolver todas as dioceses portuguesas na celebração do
Centenário das Aparições, mas também ajudar as comunidades eclesiais a
viver a mensagem e a espiritualidade de Fátima. Temos consciência do
grande impacto que uma iniciativa deste género poderá ter, quer pelo
número de fiéis que pode congregar, quer pela oportunidade que oferece
de anunciar Jesus Cristo, a quem a Virgem Maria sempre nos conduz. Para
atingir os objectivos pretendidos e para que tenha um impacto
significativo, propomos a cada diocese momentos de oração e celebração,
bem como encontros de catequese e formação que permitam desenvolver os
gérmens da Palavra de Deus lançados aos corações.
Desejaríamos que esta
grande peregrinação da imagem de Nossa Senhora fosse uma forte
experiência de fé, através das celebrações, momentos de oração e
expressões de piedade popular; desejaríamos que fossem atingidas todas
as faixas etárias e que todos tivessem oportunidade de aprofundar o
conhecimento e vivência da mensagem de Fátima.
P. Carlos Cabecinhas |
segunda-feira, 11 de maio de 2015
PRIMEIRA COMUNHÃO NA PARÓQUIA DE SINES
MISSA, MISSÃO, MARIA
Encontramo-nos em Maio, mês de Maria, e neste
Domingo, dia 10, na Missa das 11h00, vinte e duas crianças da nossa Catequese,
incluindo uma senhora já adulta, a Mariana Frade, fizeram a sua Primeira
Comunhão. Ao reflectir sobre tão significativo acontecimento, comungar o Corpo
do Senhor Jesus pela primeira vez, lembrei-me que a relação entre Missa, Missão
e Maria é muito mais profunda e vai para além do simples facto de todas estas
palavras terem a mesma inicial.
A Missa é o centro da vida do cristão e todos os
demais sacramentos para ela se orientam e dela partem. A Missa é Jesus Cristo
que se oferece, no seu Corpo e Sangue, como alimento, como vida. Por isso, é na
Missa, enquanto celebração da Páscoa de Jesus, que ganha mais força a palavra
que o Senhor nos dirigiu neste VI Domingo do Tempo Pascal: «Não há maior prova
de amor do que dar a vida pelos amigos».
Cada discípulo do Senhor Jesus, aquele de que
d’Ele se alimenta, é chamado a seguir o Mestre: a dar a vida, a entregar a vida.
Maria, mãe e modelo de todo o discípulo, também deu toda a sua vida ao Senhor.
E começou logo quando acolheu Jesus no seu seio e depois o deu à luz. Comungar
o Senhor Jesus, acolher o Senhor Jesus no coração, como Maria, significa, como
ela, dizer ‘sim’, acolhê-l’O, gerá-l’O, anunciá-l’O e entregá-l’O aos outros
que não O conhecem ou que até O conhecem, mas que por alguma razão se afastaram
d’Ele. Ora, a Missa conduz-nos à Missão, a anunciar Jesus Cristo, a dar Jesus
Cristo, como o fez e continua a fazer Maria. Comungamos o Senhor para que Ele
viva e se torne presente nossa vida, para que deste modo sejamos, como Maria,
discípulos-missionários.
O nosso Pároco, padre Pereira, na sua homilia
disse a todos os que estavam presentes, de modo particular aos que iam comungar
pela primeira vez, que tal como esta, que as próximas comunhões nunca sejam com
o coração sujo, mas limpo. Dirigiu também uma merecida palavra aos Catequistas
da Paróquia que, como Maria, ajudaram estas crianças a conhecer Jesus, as
preparam para O receber pela primeira vez e que com o seu trabalho, o seu
esforço e dedicação colaboram na única missão da Igreja de anunciar Jesus às
crianças da nossa cidade e também aos seus pais, contando com a colaboração
destes pequenos missionários que em casa não deixam de falar de Jesus.
A igreja estava cheia, as crianças felizes, os
pais comovidos e “orgulhosos” dos seus meninos e meninas que ainda se
consagraram a Nossa Senhora e depositaram aos pés da sua imagem uma rosa por
cada um, o que traz à lembrança o Rosário que ainda algumas famílias rezam em
comum. De coração cheio, todos, uma voz, cantámos: «Quero ser como tu, como tu,
Maria, como tu, um dia… quero dizer meu ‘sim’». Com todos estes gestos fica
ainda mais clara esta relação entre a Missa, a Missão e Maria. Não é por acaso
que há alguns anos atrás, como me confidenciou há alguns dias uma senhora em
Porto Covo, a lembrança que as crianças recebiam no dia da sua Primeira
Comunhão, tal como ela recebeu e pelo qual ainda reza, era um pequeno terço de
cor branca. Como seria bom recuperarmos esta tradição tão cristã, pois ela
espelha bem a relação entre Missa, Missão e Maria.
Depois da bênção final foi ainda entregue uma
bonita lembrança da primeira comunhão aos pequeninos e tirada uma fotografia
para relembrar tão bela celebração.
Pedimos ao Senhor Jesus, por intercessão Nossa
Senhora de Fátima e dos beatos Francisco e Jacinta, por todos aqueles que neste
mês de Maria fizeram a sua Primeira Comunhão, pelos seus pais e pelos seus
catequistas.
A ecoar fica aquela palavra do Senhor Jesus: «Não
fostes vós que Me escolhestes, fui Eu que vos escolhi e vos destinei para vades
e deis fruto e o vosso fruto permaneça».
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Jubileu da Misericórdia
O logotipo e o lema colocados juntos oferecem uma feliz síntese do Ano jubilar. O lema Misericordiosos como o Pai (retirado do Evangelho de Lucas, 6,36) propõe viver a misericórdia no exemplo do Pai que pede para não julgar e não condenar, mas perdoar e dar amor e perdão sem medida (cfr. Lc 6,37-38). O logotipo – obra do Padre jesuíta Marko I. Rupnik – apresenta-se como uma pequena suma teológica do tema da misericórdia. Mostra, na verdade, o Filho que carrega aos seus ombros o homem perdido, recuperando uma imagem muito querida da Igreja primitiva, porque indica o amor de Cristo que realiza o mistério da sua encarnação com a redenção. O desenho é feito de tal forma que realça o Bom Pastor que toca profundamente a carne do homem, e o faz com tal amor capaz de lhe mudar a vida. Além disso, um detalhe não é esquecido: o Bom Pastor com extrema misericórdia carrega sobre si a humanidade, mas os seus olhos confundem-se com os do homem. Cristo vê com os olhos de Adão e este com os olhos de Cristo. Cada homem descobre assim em Cristo, novo Adão, a própria humanidade e o futuro que o espera, contemplando no Seu olhar o amor do Pai.
A cena é colocada dentro da amêndoa, também esta figura cara da iconografia antiga e medieval que recorda a presença das duas naturezas, divina e humana, em Cristo. As três ovais concêntricas, de cor progressivamente mais clara para o exterior, sugerem o movimento de Cristo que conduz o homem para fora da noite do pecado e da morte. Por outro lado, a profundidade da cor mais escura também sugere o mistério do amor do Pai que tudo perdoa.
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